Dossiê Jornal da Cidade Online: Análise de Viés e Desinformação
Jornal da Cidade Online: Irregularidades e Controvérsias
As fontes reunidas detalham um histórico amplo de irregularidades e controvérsias associadas ao portal Jornal da Cidade Online (JCO), abrangendo investigações formais, sanções de órgãos públicos, apurações sobre o uso de identidades falsas e críticas à sua conduta editorial.
As principais controvérsias e irregularidades apontadas nas fontes incluem:
Uso de Perfis Apócrifos e Repórteres Falsos
Investigação da agência Aos Fatos e documentos do Senado Federal constataram a utilização de "colunistas" com nomes e fotografias falsas ou editadas (como "Amanda Acosta" e "Otto Dantas") para publicar ataques a políticos e magistrados.
Após a divulgação das reportagens expondo as identidades apócrifas, os perfis foram removidos do portal.
Disseminação Recorrente de Desinformação ( Fake News )
Diversas agências independentes de checagem (como Aos Fatos, Estadão Verifica e Lupa) desmentiram matérias falsas, distorcidas ou enganosas veiculadas pelo site.
Entre os conteúdos desmentidos estão alegações sobre fiscalização do Exército a senadores, entrega de códigos de segurança de urnas eletrônicas a venezuelanos, declarações falsas atribuídas a políticos, manipulação de dados de pesquisas eleitorais e desinformação na pandemia de Covid-19.
Investigações Parlamentares e Judiciais (CPMI e STF)
CPMI das Fake News : O portal foi um dos principais investigados pela comissão do Congresso Nacional por integrar e operar redes de financiamento e propagação de conteúdos mentirosos e antidemocráticos.
Inquérito 4.828 do STF: O veículo tornou-se alvo de apuração no Supremo Tribunal Federal devido à suspeita de envolvimento em manifestações antidemocráticas e redes articuladas de desinformação.
Sanções Financeiras, Desmonetização e Processos
Decisão do TSE: O Tribunal Superior Eleitoral ordenou o bloqueio e a suspensão de repasses financeiros ao portal no âmbito de medidas contra a desinformação no sistema eleitoral.
Restrições em Plataformas e Perda de Anunciantes: Redes como o YouTube aplicaram punições e restrições de monetização por violações de diretrizes sobre saúde e urnas. Paralelamente, ações como as do movimento Sleeping Giants Brasil resultaram no desligamento de centenas de anunciantes do site.
Condenações Cíveis: O veículo acumula condenações na Justiça, incluindo o pagamento de indenização por reportagens ofensivas contra dirigentes da OAB.
Práticas Editoriais Sensacionalistas ( Clickbait )
As matérias do portal empregam rotineiramente linguagem apelativa e tom alarmista em caixa alta ("URGENTE", "BOMBA", "desespero", "mão de ferro"), mesclando opinião e narrativa na própria apresentação dos fatos.
Um exemplo ilustrativo é a imagem presente nas fontes, na qual a manchete "O DADO INCRUSTADO NA PESQUISA QUE CAUSOU PÂNICO NA CAMPANHA DE LULA" é acompanhada por um enquadramento focado na reação emotiva do político.
Defesa do Portal e Disputas Cruzadas
O JCO contesta as acusações de desinformação, atribuindo as investigações a "perseguição política", "censura" ou atuação da "mídia do ódio".
Em disputas judiciais movidas contra agências de checagem, o site obteve decisões favoráveis pontuais, como na ação em primeira instância contra a agência Aos Fatos por falta de comprovação de repasses diretos de monetização.
A conclusão consensual apresentada pelas avaliações é que o Jornal da Cidade Online atua como um canal de engajamento político e opinião, e não como um veículo de imprensa tradicional com imparcialidade e checagem factual rigorosa — motivo pelo qual suas afirmações demandam verificação cruzada com fontes primárias independentes.
Disseminação de Desinformação
A disseminação de desinformação por parte do Jornal da Cidade Online (JCO) é retratada nas fontes como um elemento central de seu histórico de irregularidades e controvérsias, articulando-se com estratégias editoriais hiperpartidárias, investigações oficiais e sanções judiciais.
Os principais aspectos abordados pelas fontes incluem:
Casos Documentados de Conteúdos Falsos e Distorcidos: Agências independentes de checagem de fatos (Aos Fatos, Estadão Verifica e Lupa) identificaram e desmentiram diversas matérias veiculadas pelo site. Entre os conteúdos desmentidos estão alegações sobre fiscalização do Exército a senadores, entrega de códigos de urnas eletrônicas a venezuelanos, declarações falsas atribuídas a políticos (como Ciro Gomes), desinformação sobre a pandemia de Covid-19 e uso enganoso de mensagens militares.
Estratégias de "Mímica" Jornalística e Clickbait: Pesquisas acadêmicas (como as publicadas pelas revistas Linha D'Água da USP e da PUCRS) apontam que o JCO adota um layout e estética que simulam o jornalismo tradicional ("mímica tipográfica") para transmitir verniz de credibilidade, enquanto veicula conteúdos opinativos e conspiratórios. O portal também emprega constantemente manchetes alarmistas em caixa alta ("URGENTE", "BOMBA") e enquadramento emocional para induzir o compartilhamento em redes sociais e aplicativos de mensagem.
Utilização de Perfis Apócrifos: Investigações investigativas e documentos do Senado Federal constataram o uso de "repórteres" e "colunistas" falsos (com nomes fictícios como "Amanda Acosta" e "Otto Dantas" e fotos alteradas) para publicar ataques a políticos e magistrados. Após a exposição dessas identidades pela imprensa, os perfis foram removidos do site.
Investigações Oficiais e Sanções Financeiras: O envolvimento do portal na propagação de desinformação levou à sua inclusão na CPMI das Fake News e no Inquérito 4.828 do STF. No âmbito eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ordenou a suspensão de repasses financeiros ao portal devido a matérias sobre o sistema de votação, além de punições e perda de monetização no YouTube e desligamento de anunciantes por campanhas civis.
Contraponto do Veículo e Avaliação Geral: O JCO contesta as acusações de desinformação, alegando ser vítima de "censura" e "perseguição política" por sua linha editorial conservadora. A avaliação convergente apresentada nas fontes indica que, embora nem todas as publicações sejam falsas, o risco elevado de viés e distorção impede que o portal seja considerado um veículo factual confiável, exigindo checagem cruzada constante com fontes primárias.
Conteúdos falsos, distorcidos ou enganosos
Nas fontes analisadas, a veiculação de conteúdos falsos, distorcidos ou enganosos pelo Jornal da Cidade Online (JCO) é apresentada não como incidentes isolados, mas como a engrenagem principal da disseminação de desinformação operada pelo portal.
Os principais aspectos sobre a tipologia, os mecanismos e os impactos desses conteúdos incluem:
1. Natureza dos Conteúdos: Entre Fatos Reais e Distorções
As análises destacam que a estratégia do veículo raramente se resume à invenção pura de acontecimentos do zero; em vez disso, baseia-se na manipulação e reescrita de fatos reais para moldar narrativas políticas:
Mistura de Opinião com Fato: Notícias e relatos de investigações legítimas são publicados com enquadramentos emocionais e juízos de valor inseridos nas próprias manchetes.
Distorção Sensacionalista ("Embalagem Desinformativa"): O portal frequentemente extrai palavras chamativas ou fora de contexto de outros cenários — como o uso do termo "ORGIA" em títulos de matérias sobre ex-assessores — para sugerir escândalos sexuais ou pessoais inexistentes, visando maximizar o apelo caça-cliques (clickbait) e o compartilhamento em redes sociais.
2. Casos Emblemáticos de Conteúdos Desmentidos
Agências independentes de checagem de fatos (Aos Fatos, Estadão Verifica e Lupa) e reportagens investigativas mapearam diversos conteúdos enganosos veiculados pelo site:
Fraudes Eleitorais e Institucionais: Matérias falsas afirmando que o Exército estaria fiscalizando senadores, alegando a entrega dos códigos de segurança das urnas eletrônicas a venezuelanos ou descontextualizando mensagens de Natal de generais para sugerir ações militares iminentes.
Declarações Falsas e Manipulação de Dados: Atribuição de declarações falsas a políticos (como uma suposta declaração de voto de Ciro Gomes em Jair Bolsonaro) e alteração seletiva de dados de pesquisas de opinião/eleitorais para simular viradas ou cenários amplamente favoráveis a aliados.
Desinformação sobre Saúde Pública: Publicação de teses contrárias a evidências científicas e medidas sanitárias durante a pandemia de Covid-19, incluindo a promoção do uso de hidroxicloroquina.
3. Estratégias de Disfarce e Anonimato
Para conferir credibilidade às matérias falsas e proteger seus autores de responsabilizações legais, o portal desenvolveu táticas estruturais específicas:
"Mímica Tipográfica": Estudos das revistas Linha D'Água (USP) e da PUCRS explicam que o JCO emula o apuro estético, o layout e a linguagem visual da imprensa tradicional para construir um "regime de confiança", fazendo o leitor tomar narrativas enganosas por reportagens isentas.
Perfis Apócrifos e Repórteres Falsos: A agência Aos Fatos e documentos do Senado Federal revelaram a criação de colunistas fictícios (como "Amanda Acosta" e "Otto Dantas") com fotos manipuladas digitalmente. Esses perfis genéricos publicavam acusações e ataques a magistrados e políticos sem que houvesse pessoas reais para responder às intimações judiciais.
4. Impacto no Ecossistema de Desinformação e Reações
A distribuição desses conteúdos enganosos teve alcance massivo em aplicativos de mensagens como o WhatsApp e o Telegram, tornando o JCO um dos domínios mais compartilhados em redes de extrema-direita em períodos eleitorais.
Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) determinaram sanções judiciais e o bloqueio de monetização do portal, enquanto plataformas digitais e movimentos da sociedade civil desvincularam anúncios do site devido a violações recorrentes de suas diretrizes sobre integridade eleitoral e saúde.
Histórico de desmentidos por agências de checagem
Nas fontes analisadas, o histórico de desmentidos por agências de checagem constitui a principal base de evidências empíricas utilizada para caracterizar a atuação do Jornal da Cidade Online (JCO) no contexto da disseminação de desinformação.
Os relatórios emitidos por checadores independentes cobrem desde a adulteração de dados e declarações até a criação de identidades falsas, influenciando desdobramentos judiciais e institucionais.
1. Atuação das Agências de Checagem e Conteúdos Mapeados
Múltiplas organizações de verificação documentaram a publicação recorrente de matérias falsas, distorcidas ou enganosas no portal:
Agência Aos Fatos: Identificou e classificou como desinformativas matérias que afirmavam que o Exército estaria fiscalizando senadores, que os códigos de segurança das urnas eletrônicas teriam sido entregues a venezuelanos, declarações inventadas e atribuídas ao político Ciro Gomes e conteúdos sobre a atuação de Michelle Bolsonaro em Brumadinho.
Estadão Verifica: Desmentiu ao menos oito publicações do site, incluindo matérias que manipulavam dados estatísticos de pesquisas de aprovação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Agência Lupa: Mapeou a presença do portal nas eleições de 2022, identificando 103 links compartilhados em grupos de mensagens monitorados. Entre os conteúdos analisados estavam matérias acusando o TSE de parcialidade e publicações que distorciam mensagens de Natal de generais para insinuar uma ação militar iminente.
Checagens em Saúde Pública: O portal também teve matérias contestadas por promover teses sem comprovação científica durante a pandemia de Covid-19, como a defesa da eficácia da hidroxicloroquina.
2. A Revelação de Perfis e Repórteres Apócrifos
Um dos episódios mais marcantes levantados por checadores envolveu a autoria das matérias:
A agência Aos Fatos revelou que o portal utilizava "colunistas" com identidades fictícias e fotografias alteradas ou extraídas de bancos de dados (como os perfis "Amanda Acosta" e "Otto Dantas") para assinar matérias com ataques a políticos e magistrados.
Após a publicação da reportagem expondo o uso desses perfis apócrifos, os nomes e colunas foram removidos do site.
3. Contrapontos e Batalhas Judiciais com Checadores
A relação entre o portal e os checadores de fatos envolveu contestação direta e disputas nos tribunais:
O JCO rejeita os desmentidos e acusa as agências de checagem e a imprensa tradicional de atuarem com viés ideológico de esquerda e de promoverem "fake news" e "perseguição política" contra o portal.
O portal ingressou com ações judiciais contra checadores, obtendo vitória em primeira instância contra a agência Aos Fatos em um processo sobre acusações de compartilhamento de monetização com o site da viúva do coronel Ustra, no qual a agência não comprovou o vínculo direto via AdSense.
4. O Impacto das Checagens no Contexto Amplo da Desinformação
Os desmentidos produzidos pelas agências não ficaram restritos ao debate de imprensa; eles serviram de sustentação técnica para investigações e sanções formais:
Insumo para Investigações Oficiais: Os relatórios e levantamentos de checagem subsidiaram os trabalhos da CPMI das Fake News e o Inquérito 4.828 do STF, além de embasar a decisão do TSE de suspender os repasses financeiros e a monetização do site por matérias contra o sistema eleitoral.
Análise do "Verniz Jornalístico": Pesquisas acadêmicas (como as das revistas Linha D'Água da USP e da PUCRS) usam o histórico de desmentidos para explicar como o JCO utiliza "mímica tipográfica" e a estética do jornalismo tradicional para transmitir credibilidade enquanto propaga conteúdos hiperpartidários e enganosos. Em amostras de conteúdos políticos desinformativos de 2025, o JCO chegou a ser identificado em 11,8% dos links analisados.
A leitura convergente das fontes indica que os desmentidos das agências evidenciam a necessidade de tratar o portal como um veículo de opinião e engajamento político, exigindo verificação cruzada de suas afirmações factuais com fontes primárias independentes.
Manipulação de dados de pesquisas de aprovação
Nas fontes analisadas, a manipulação e distorção de dados de pesquisas de opinião e aprovação é apontada como uma das táticas fundamentais da disseminação de desinformação praticada pelo Jornal da Cidade Online (JCO).
Os principais aspectos destacados sobre como o portal lida com pesquisas eleitorais e de aprovação incluem:
Manipulação Factual Desmentida por Checadores
O portal Estadão Verifica desmentiu formalmente ao menos oito conteúdos do site, entre os quais constavam casos explícitos de manipulação de dados de pesquisas de aprovação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Esse histórico de adulteração de estatísticas coloca o portal no radar de checadores de fatos como um disseminador recorrente de dados não confiáveis.
Diferença entre o Dado Estatístico e a Interpretação Editorial
As fontes ressaltam que a desinformação nem sempre exige a invenção total de números; muitas vezes ela ocorre na transição entre o dado bruto da pesquisa e a interpretação tendenciosa atribuída pelo veículo.
O dossiê cita o exemplo de uma pesquisa Datafolha que trazia Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 35%. Embora o resultado indicasse empate dentro da margem de erro num segundo turno, o texto do JCO acrescentou a tese editorial de que "tudo indica que Flávio está bem na frente", distorcendo o significado técnico do levantamento para construir uma narrativa de vantagem política.
Enquadramento Sensacionalista e Apelo Emocional
A imagem contida nas fontes ilustra a aplicação dessa estratégia na prática: a manchete "O DADO INCRUSTADO NA PESQUISA QUE CAUSOU PÂNICO NA CAMPANHA DE LULA" combina o suposto achado estatístico a uma foto de Lula visivelmente abalado.
O uso de termos alarmistas em caixa alta ("BOMBA", "URGENTE", "desespero", "virada") aliado ao enquadramento emocional busca induzir o leitor a uma conclusão imediata sobre o cenário político antes que ele consulte os dados oficiais do instituto de pesquisa.
Instrumento de Mobilização e Guerra de Narrativas
Na cobertura política diária do JCO, as pesquisas são frequentemente selecionadas para destacar vitórias de candidatos conservadores, amplificar notícias de "desespero" da oposição ou sugerir viradas eleitorais iminentes.
Com isso, a divulgação de levantamentos no portal cumpre a função de ferramenta de mobilização e militância política, e não de prestação de serviço informativo imparcial.
Por conta desse padrão de enquadramento e seleção seletiva de estatísticas, as fontes recomendam que qualquer dado de pesquisa divulgado pelo portal seja checado diretamente junto aos relatórios dos institutos primários de pesquisa (como Datafolha ou Quaest) ou agências de checagem.
Informações problemáticas sobre saúde e Covid-19
No contexto amplo da disseminação de desinformação promovida pelo Jornal da Cidade Online (JCO), a publicação de informações problemáticas sobre saúde pública e Covid-19 representou uma das frentes mais críticas e de maior impacto social do portal.
As fontes destacam os seguintes pontos centrais sobre esse tema:
Defesa de Tratamentos Sem Comprovação Científica: O portal veiculou conteúdos defendendo a eficácia de medicamentos sem eficácia comprovada contra o coronavírus, como a hidroxicloroquina.
Oposição a Medidas Sanitárias e Negacionismo: Matérias e publicações do veículo atuaram ativamente contra orientações científicas e sanitárias estabelecidas durante a pandemia, disseminando teorias da conspiração e minando a confiança nas respostas de saúde pública.
Sanções por Plataformas Digitais: Devido à reincidência na publicação de conteúdos falsos sobre a pandemia e a saúde, o JCO sofreu penalidades e restrições de monetização impostas por plataformas de tecnologia, como o YouTube, por violação explícita de suas diretrizes sobre integridade sanitária.
Conexão com a Linha Editorial Política: A desinformação sobre a Covid-19 seguiu a mesma engrenagem das narrativas políticas do portal: o alinhamento com discursos do campo bolsonarista, o ataque ao consenso científico/institucional e o uso de enquadramentos alarmistas para gerar engajamento e mobilização.
Questionamento infundado do processo eleitoral
Nas fontes analisadas, o questionamento infundado do processo eleitoral e das instituições democráticas é apontado como uma das dimensões mais graves da disseminação de desinformação praticada pelo Jornal da Cidade Online (JCO).
A atuação do portal em relação ao sistema eleitoral brasileiro articula-se por meio de alegações de fraude nas urnas, ataques ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e sanções financeiras e judiciais severas:
1. Disseminação de Teorias de Fraude e Ataques ao TSE
As fontes documentam diversos episódios em que o portal veiculou matérias sem sustentação factual contra o sistema de votação:
Alegações Falsas sobre Urnas Eletrônicas: Checagens independentes da agência Aos Fatos desmentiram publicações do site que afirmavam falsamente que os códigos de segurança das urnas eletrônicas teriam sido entregues a venezuelanos.
Acusações de Parcialidade ao Órgão Eleitoral: Mapeamentos de circulação de conteúdos nas eleições de 2022 apontaram matérias do JCO acusando explicitamente o TSE de atuar com parcialidade no pleito.
Distorção de Mensagens Militares: O portal veiculou matérias que descontextualizavam mensagens institucionais (como mensagens de Natal de generais) para sugerir erroneamente ao leitorado que as Forças Armadas estariam prestes a realizar uma intervenção em relação às eleições.
2. Medidas do TSE, Desmonetização e Punições
Devido à reincidência na propagação de narrativas sobre fraude eleitoral, o portal sofreu sanções diretas:
Bloqueio Financeiro pelo TSE: Em 2021, o Tribunal Superior Eleitoral ordenou a suspensão dos repasses financeiros de plataformas digitais ao JCO no âmbito de medidas institucionais para coibir o financiamento da desinformação eleitoral.
Restrições em Plataformas Digitais: Redes sociais e plataformas como o YouTube aplicaram punições e restrições de monetização ao portal devido a violações das diretrizes de integridade eleitoral e à veiculação de conteúdos falsos sobre o sistema de votação.
3. Inquéritos do STF e Investigações Parlamentares
A contestação do processo eleitoral e o ataque a instituições democráticas inseriram o portal no foco de investigações formais:
O veículo tornou-se alvo do Inquérito 4.828 do STF, que apura o envolvimento em manifestações antidemocráticas e redes articuladas de desinformação.
O portal foi investigado pela CPMI das Fake News no Congresso Nacional, que analisou estruturas de financiamento e propagação de conteúdos mentirosos e antidemocráticos.
4. Narrativa de "Censura" e Combate ao "Sistema"
Em reação às sanções aplicadas pela Justiça Eleitoral e pelas plataformas, o JCO contesta as medidas enquadrando-as como "censura" e "perseguição política" movida pelo "sistema" ou pelo Judiciário. O portal utiliza esses episódios para reforçar perante seu público a narrativa de que atua como um veículo independente perseguido por defender opiniões conservadoras.
Práticas Editoriais Fraudulentas
Nas fontes analisadas, as práticas editoriais fraudulentas são retratadas como os mecanismos de engenharia discursiva e operacional que viabilizam a atuação do Jornal da Cidade Online (JCO) no ecossistema de desinformação.
Essas condutas extrapolam o mero viés político, configurando um padrão recorrente de fraude à opinião pública e violação de critérios éticos do jornalismo profissional:
1. Criação e Uso de Perfis Apócrifos e "Repórteres Falsos"
Identidades Fictícias: Reportagens da agência Aos Fatos, validadas por documentos do Senado Federal e investigações do STF, revelaram a utilização de colunistas e repórteres falsos (como "Amanda Acosta" e "Otto Dantas").
Fotos Alteradas e Blindagem Jurídica: Os perfis utilizavam fotos extraídas de bancos de imagens ou de pessoas reais modificadas digitalmente. Essa tática servia para publicar acusações graves e ataques ad hominem contra magistrados e políticos sem que houvesse autores reais para responder a intimações judiciais ou processos de calúnia.
Remoção Silenciosa: Logo após a publicação das reportagens que expuseram a falsidade das identidades, os perfis foram removidos do site sem retratação oficial.
2. "Mímica Tipográfica" e Falsa Credibilidade
Aparência de Imprensa Profissional: Pesquisas acadêmicas (como as das revistas Linha D'Água da USP e da PUCRS) explicam que o portal adota uma "mímica tipográfica e de layout" quase perfeita de um jornal tradicional legítimo.
Regime de Confiança Enganoso: O site utiliza esse arranjo estético para construir um "regime de confiança" no leitor, fazendo com que narrativas hiperpartidárias, ataques e conspirações sejam consumidos como se fossem reportagens neutras e apuradas.
3. Embalagens Desinformativas e Sensacionalismo (Clickbait)
Distorção de Fatos Reais: O portal frequentemente toma fatos ou investigações reais como base, mas aplica manobras no título para enganar o leitor. Um exemplo documentado é o uso da palavra "ORGIA" no título (extraída de uma citação descontextualizada sobre outro tema) para sugerir escândalo pessoal e colar em lideranças políticas benefícios obtidos por ex-assessores.
Linguagem de Conflito e Caixa Alta: O emprego sistemático de termos alarmistas em letras maiúsculas ("URGENTE", "BOMBA", "desespero") aliado ao enquadramento visual emotivo busca induzir reações emocionais imediatas e impulsionar o compartilhamento em massa.
4. Opacidade Institucional e Ausência de Autorregulamentação
Inexistência de Expediente Transparente: Embora a empresa tenha registro formal em nome de seu responsável, não há transparência em relação à equipe real de redação ou aos mecanismos de financiamento.
Falta de Política de Correções: O portal não possui processos formais e transparentes de correção de erros ou concessão de contraditório, mesclando opinião e fato na própria apresentação das matérias de capa.
Essas táticas fraudulentas explicam por que o portal se tornou alvo central da CPMI das Fake News, de inquéritos no STF e de punições na Justiça Eleitoral.
Uso de perfis apócrifos (colunistas inexistentes)
Nas fontes analisadas, o uso de perfis apócrifos e colunistas inexistentes é apresentado como uma das práticas editoriais fraudulentas mais graves e estruturadas do Jornal da Cidade Online (JCO).
Essa tática vai além da mera publicação de opiniões radicais, configurando um mecanismo deliberado para simular autoridade jornalística e garantir impunidade jurídica diante de ataques e desinformações.
Os principais pontos detalhados pelas fontes sobre essa prática incluem:
1. Revelação e Mapeamento pelas Agências e Órgãos Oficiais
A agência de checagem Aos Fatos revelou em investigação jornalística que o portal utilizava "colunistas" e "repórteres" com identidades inteiramente fictícias.
A existência dessa rede de perfis falsos foi posteriormente corroborada por documentos do Senado Federal e incorporada às apurações do **Inquérito 4.828 do Supremo Tribunal Federal (STF)**.
Embora o site alegasse possuir um corpo editorial com mais de 80 colunistas, levantamentos apontaram que parte expressiva dessa equipe não correspondia a pessoas reais.
2. Fabricação de Identidades e Manipulação de Imagens
Perfis emblemáticos citados nas investigações, como "Amanda Acosta" e "Otto Dantas", utilizavam nomes inventados.
As fotografias associadas a essas assinaturas eram editadas digitalmente ou extraídas de bancos de imagens de pessoas reais.
3. Finalidade Operacional: Blindagem Jurídica e Ataques Direcionados
Ataques sem Responsabilidade Legal: Os perfis apócrifos eram empregados especificamente para assinar matérias contendo ataques virulentos, calúnias e acusações contra políticos, magistrados e órgãos públicos.
Evasão de Intimações e Processos: A invenção de personas fictícias criava um escudo de proteção jurídica: quando a Justiça ou os alvos dos ataques tentavam mover ações judiciais ou enviar intimações aos autores das matérias, não encontravam pessoas físicas reais para responder legalmente pelos atos.
4. Remoção Silenciosa e Ausência de Transparência
Desaparecimento das Colunas: Imediatamente após a publicação das reportagens investigativas que expuseram a falsidade das identidades, os perfis de "Amanda Acosta", "Otto Dantas" e outros desapareceram silenciosamente do site.
Contradição e Falta de Retratação: Embora o portal tenha negado publicamente as acusações e atacado a agência Aos Fatos, não houve qualquer esclarecimento transparente ou retratação aos leitores sobre a remoção abrupta dos colunistas.
5. Inserção no Contexto de Fraude Editorial Ampla
No contexto geral das práticas fraudulentas, a invenção de colunistas integra o que pesquisas acadêmicas classificam como **"mímica tipográfica e de layout"**.
Ao exibir uma aparente profusão de colunistas e especialistas assinando matérias de opinião e análise, o portal simula a estrutura e a diversidade de uma grande redação tradicional, construindo um "regime de confiança" artificial no leitor para disseminar conteúdos enganosos e hiperpartidários.
Utilização de fotos alteradas ou de bancos de imagem
A utilização de fotos alteradas e de bancos de imagem é descrita nas fontes como uma engrenagem técnica e discursiva fundamental no âmbito das práticas editoriais fraudulentas do Jornal da Cidade Online (JCO). Essa tática manifesta-se principalmente em duas frentes: na fabricação de personas jornalísticas apócrifas e no enquadramento sensacionalista das notícias.
1. Fabricação e Legitimação de Perfis Apócrifos
Imagens Alteradas e de Bancos de Dados: Investigações da agência Aos Fatos e documentos do Senado Federal constataram que o portal utilizava fotografias retiradas de bancos de imagem ou digitalmente modificadas a partir de pessoas reais para ilustrar os perfis de "colunistas" e "repórteres" inexistentes.
Simulação de Corpo Editorial amplo: Personas fictícias como "Amanda Acosta" e "Otto Dantas" tinham suas matérias acompanhadas por essas imagens falsas. Essa estratégia permitia simular a existência de uma redação numerosa e diversificada (o site alegava ter mais de 80 colunistas), construindo um verniz de credibilidade e emulando o funcionamento de um jornal tradicional.
2. Blindagem Jurídica e Ataques Direcionados
Evasão de Responsabilização Legal: Ao associar textos contendo ataques virulentos, calúnias e acusações a rostos de bancos de imagem, o portal criava um escudo de impunidade jurídica.
Inviabilização de Intimações: Quando a Justiça ou os alvos dos ataques tentavam notificar ou processar os autores das matérias, as autoridades não encontravam pessoas físicas correspondentes àquelas fotos e nomes. Logo após a publicação das reportagens que revelaram o uso dessas imagens falsas, esses perfis foram apagados silenciosamente do site.
3. Enquadramento Visual Emocional e Sensacionalismo
Uso Dramático de Imagens: Além dos avatares de perfis falsos, a seleção e o tratamento de fotografias de figuras públicas nas matérias operam como amplificadores do tom alarmista do portal.
Exemplo Prático de Enquadramento: As fontes ilustram essa conduta exibindo uma matéria em que a manchete "O DADO INCRUSTADO NA PESQUISA QUE CAUSOU PÂNICO NA CAMPANHA DE LULA" é diretamente emparelhada com a imagem do político com a mão no rosto em atitude de aflição. A fotografia é intencionalmente selecionada para provocar uma reação emocional imediata de "crise" ou "derrota", reforçando o impacto do título em caixa alta.
Em síntese, o emprego de imagens alteradas e de bancos de dados pelo JCO funcionou como um instrumento duplo: por um lado, protegeu os operadores do site contra sanções judiciais por calúnia; por outro, serviu para forjar uma credibilidade visual enganosa perante o leitor.
Mimetismo de layout para simular jornalismo profissional
No contexto das práticas editoriais fraudulentas, o mimetismo de layout (ou "mímica tipográfica") do Jornal da Cidade Online (JCO) é identificado por pesquisas acadêmicas e órgãos de checagem como uma das estratégias discursivas e visuais mais sofisticadas para forjar credibilidade perante o público.
Os principais aspectos sobre esse fenômeno apresentados nas fontes incluem:
1. "Mímica Tipográfica" e Emulação Visual da Imprensa
Estudos acadêmicos publicados por instituições como a USP (Linha D'Água), a PUC-RS e a Universidade Mackenzie mostram que o JCO constrói uma "mímica tipográfica e de layout quase perfeita" de um jornal de grande porte legítimo. O portal adota a identidade estética, os elementos visuais, a organização em colunas, logotipos tradicionais e slogans institucionais (como "Um jornal consciente não abre mão do seu direito de crítica") para simular o rigor e a solenidade do jornalismo impresso e digital tradicional.
2. A Construção de um "Regime de Confiança" Enganoso
A função central do mimetismo estético é estabelecer o que os pesquisadores conceituam como um "regime de confiança". Ao vestir matérias hiperpartidárias, teorias conspiratórias e ataques políticos com o arranjo visual de uma reportagem isenta, o site induz o leitor a consumir enquadramentos ideológicos e conteúdos desinformativos sob a falsa impressão de que se trata de fatos rigorosamente apurados. Como sintetizam estudos citados nas fontes, o veículo "posa como um jornal tradicional enquanto desempenha a função de panfletário bolsonarista".
3. A Ruptura entre a Forma Externa e os Padrões Editoriais Reais
Apesar da aparência profissional externamente apresentada, o portal descumpre os pilares técnicos essenciais do exercício jornalístico ético:
Ausência de Expediente e Transparência Editorial: Ao contrário de redações profissionais, o JCO não apresenta transparência quanto à sua equipe real de jornalistas, à sua estrutura de checagem ou ao seu modelo de financiamento.
Uso de Perfis Apócrifos: A fachada de um amplo corpo editorial com dezenas de colunistas sustentava-se, em parte, no uso de identidades e personas fictícias (como "Amanda Acosta" e "Otto Dantas") acompanhadas por fotos de bancos de imagem ou alteradas digitalmente.
Inexistência de Políticas de Correção e Contraditório: Não há mecanismos públicos e sistemáticos para a retratação de erros ou concessão de espaço ao contraditório.
Mistura Deliberada de Fato e Opinião: Embora exista uma seção rotulada como "Opinião", matérias apresentadas nas seções supostamente informativas trazem manchetes carregadas de adjetivos, juízos de valor, linguagem emocional e enquadramentos clickbait.
4. A Dupla Identidade: Jornalismo "Oficial" × Narrativa "Anti-Sistema"
As análises apontam que o mimetismo de layout opera de forma combinada com uma narrativa ambígua: o portal vale-se da estética da imprensa consagrada para ganhar credibilidade, mas simultaneamente se projeta como uma alternativa "independente" e "perseguida", combatendo a mídia tradicional e o "sistema". Essa contradição calculada permite ao veículo atrair um público engajado e reter a confiança dos leitores contra os desmentidos feitos por agências de checagem
Mistura deliberada de fato e opinião nas manchetes
Nas fontes analisadas, a mistura deliberada de fato e opinião nas manchetes é apontada como um dos pilares das práticas editoriais fraudulentas do Jornal da Cidade Online (JCO). Essa estratégia rompe com um dos princípios elementares do jornalismo profissional: a distinção clara entre o relato informativo de um acontecimento e a sua interpretação opinativa.
Os principais aspectos destacados pelas fontes sobre essa prática incluem:
1. Quebra da Fronteira entre Notícia e Opinião
No jornalismo tradicional, a seção de Notícias busca reportar o que aconteceu de forma neutra, enquanto a seção de Opinião abriga a interpretação editorial. No JCO, embora exista uma aba formal de "Opinião", as manchetes das seções supostamente informativas já trazem o fato impregnado de adjetivos, juízos de valor e teses ideológicas. Isso faz com que o leitor consuma uma visão estritamente partidária sob o pretexto de estar se informando sobre um acontecimento neutro.
2. Vocabulário de Conflito e Carga Emocional
As manchetes do veículo empregam sistematicamente um léxico inflamatório e sensacionalista, utilizando termos em caixa alta e palavras chamativas como "URGENTE", "BOMBA", "desespero", "surto", "cara de pau" e *"manobra sinistra"*. O objetivo desse vocabulário não é descrever o fato, mas provocá-lo com enquadramento emocional de crise, urgência ou indignação moral, induzindo o leitor a uma conclusão preconcebida.
3. "Embalagens Desinformativas" sobre Fatos Reais
A distorção opinativa nas manchetes atua transformando fatos reais em narrativas enganosas:
Pesquisas Eleitorais: Em levantamentos estatísticos reais (como uma pesquisa Datafolha com Lula a 39% e Flávio Bolsonaro a 35%), a manchete do portal acrescenta teses editoriais não contidas no dado, afirmando que "tudo indica que Flávio está bem na frente", distorcendo o significado técnico do empate na margem de erro. O apelo visual dessa tática é ilustrado na manchete *"O DADO INCRUSTADO NA PESQUISA QUE CAUSOU PÂNICO NA CAMPANHA DE LULA"*.
Ataques a Instituições: Decisões ou andamentos processuais ordinários do Judiciário são convertidos em manchetes como "URGENTE: Moraes recua", transformando etapas técnicas em narrativas opinativas de "derrota" ou "recuo" do Supremo Tribunal Federal.
Descontextualização Vocabular: Em matérias sobre investigações de ex-assessores, o portal pescou a palavra "ORGIA" (usada por um político em outro contexto) e o termo "De Lula" para compor o título, sugerindo um escândalo de cunho pessoal e colando a infração do ex-assessor diretamente ao presidente.
4. Construção de um "Regime de Confiança" Enganoso
Pesquisas acadêmicas destacam que a mistura de fato e opinião ganha gravidade por operar em conjunto com a "mímica tipográfica" do portal. Ao adotar o layout e a aparência visual de um jornal de imprensa tradicional, o JCO faz com que o leitor tome juízos de valor e frases caça-cliques (clickbait) como se fossem reportagens isentas e apuradas por uma redação profissional.
Essa engrenagem discursiva explica por que agências de checagem e estudos acadêmicos concluem que o portal atua mais como um canal de militância e mobilização política do que como um veículo de imprensa factual.
Uso recorrente de clickbaits sensacionalistas
Nas fontes analisadas, o uso recorrente de clickbaits sensacionalistas é descrito como uma engrenagem central no ecossistema das práticas editoriais fraudulentas do Jornal da Cidade Online (JCO). Longe de ser apenas uma tática comercial agressiva para atrair acessos, o caça-cliques opera como um vetor de distorção factual e mobilização emocional.
Os principais aspectos sobre o papel do clickbait no portal incluem:
1. Gatilhos Linguísticos e Formatação de Impacto
O portal emprega sistematicamente padrões de redação voltados a provocar reações viscerais imediatas:
Caixa Alta e Termos de Alerta: Uso ostensivo de expressões em maiúsculas como "URGENTE", "BOMBA", "GRAVE" e "AO VIVO" no início dos títulos.
Vocabulário de Crise e Conflito: Frequente inserção de palavras com forte apelo emocional e dramático, como "desespero", "surto", "cara de pau", "manobra sinistra", "tapetão" e *"guerra"*.
Promessas Conspiratórias e Hiperbólicas: Fórmulas apelativas para instigar a curiosidade, a exemplo de *"Você não vai acreditar"*, *"a bomba que o sistema temia"* e *"revelado o que ninguém queria que você soubesse"*.
2. A "Embalagem Desinformativa" sobre Fatos Reais
As fontes explicam que o portal frequentemente toma investigações legítimas ou fatos reais, mas aplica uma "embalagem" sensacionalista e descontextualizada no título para fabricar um escândalo e atrair cliques:
Sensacionalismo Vocabular: Um caso emblemático citado nas fontes mostra a inclusão da palavra "ORGIA" no título de uma matéria sobre investigações de ex-assessores (pescando uma declaração de Lula feita em um contexto totalmente diferente sobre a elite financeira) para sugerir um escândalo de cunho pessoal/sexual e colá-lo na imagem do presidente.
Enquadramento Imagem-Texto: A imagem do portal presente nas fontes exemplifica essa sinergia ao alinhar o título "O DADO INCRUSTADO NA PESQUISA QUE CAUSOU PÂNICO NA CAMPANHA DE LULA" a uma fotografia de Lula abatido com a mão no rosto, induzindo o leitor a uma conclusão de crise e apavoramento antes de qualquer checagem estatística.
3. Função Estratégica: Viralização em Redes e Monetização
Impulso ao Compartilhamento Cego: A carga de indignação, otimismo cego ou medo embutida nas manchetes estimula o público a reencaminhar o link imediatamente em grupos de WhatsApp e Telegram sem ler o texto na íntegra ou conferir a fonte primária.
Geração de Tráfego e Reação de Plataformas: O volume massivo de acessos gerado pelo clickbait sustentou o modelo financeiro de tráfego do portal, motivando campanhas de desmonetização por movimentos civis (como o Sleeping Giants Brasil) e restrições impostas por plataformas digitais e pela Justiça Eleitoral.
4. Ilusão de Credibilidade em Conjunto com o Layout
O risco do clickbait no JCO se intensifica por operar em conjunto com a **"mímica de layout"**. Como o portal adota a aparência estética e a estrutura visual de uma página de jornalismo sério, o leitor é induzido a aceitar títulos inflamatórios e caça-cliques como se fossem manchetes de reportagens isentas e apuradas com rigor.
Investigações e Sanções Judiciais
Nas fontes analisadas, o conjunto de investigações e sanções judiciais envolvendo o Jornal da Cidade Online (JCO) representa a reação institucional do Estado e da sociedade civil às irregularidades e controvérsias acumuladas pelo portal.
As apurações e penalidades abrangem desde comissões parlamentares e inquéritos no Supremo Tribunal Federal até bloqueios de verbas ordenados pela Justiça Eleitoral:
1. Investigação na CPMI das Fake News
Apurador: Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI das Fake News) do Congresso Nacional.
Objeto: O portal figurou como um dos principais alvos investigados por integrar e operar redes de financiamento e propagação de conteúdos antidemocráticos e mentirosos na internet. A comissão mapeou como o tráfego do site sustentava o modelo de negócios de desinformação.
2. Inquérito 4.828 no Supremo Tribunal Federal (STF)
Apurador: Supremo Tribunal Federal.
Objeto: O veículo tornou-se alvo de investigação formal sob suspeita de envolvimento em manifestações antidemocráticas, ataques sistemáticos às instituições e participação em redes articuladas de desinformação.
Contexto: A inclusão do site no inquérito relaciona-se à cobertura hostil contra ministros da Corte (como Alexandre de Moraes) e a estímulos a narrativas de ruptura institucional.
3. Decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Desmonetização
Ação Institucional: Em 2021 e 2022, o TSE determinou a suspensão dos repasses financeiros e o bloqueio de receitas de plataformas digitais destinadas ao JCO.
Motivação: A sanção ocorreu no âmbito das medidas de combate à desinformação eleitoral, especificamente pela veiculação de matérias que questionavam sem provas a integridade das urnas eletrônicas e o sistema de votação.
4. Punições por Plataformas e Ações da Sociedade Civil
Sanções de Big Techs: Plataformas como o YouTube aplicaram restrições de monetização e punições ao canal por violações recorrentes de diretrizes sobre integridade eleitoral e desinformação sanitária na pandemia.
Campanha Sleeping Giants Brasil e Retirada de Anúncios: O portal foi alvo de mobilizações civis que alertavam empresas sobre a veiculação de marcas no site, resultando no desligamento de centenas de anunciantes e em ordens judiciais para remoção de anúncios públicos.
5. Condenações Cíveis e Disputas Judiciais Mútuas
Responsabilização por Ofensas: O portal acumula processos cíveis, incluindo condenações judiciais ao pagamento de indenização por reportagens ofensivas, como no caso do presidente da OAB.
Ações contra Checadores: O JCO também acionou a Justiça contra agências de checagem. Em um dos processos, obteve decisão favorável em primeira instância contra a agência Aos Fatos, em razão de a agência não ter comprovado o repasse direto de receitas do AdSense do JCO para o site da viúva do coronel Ustra.
6. Contraponto do Portal: Narrativa de "Censura" e "Perseguição"
O JCO contesta sistematicamente as investigações e sanções, classificando-as como atos de "censura", "perseguição política" e ataques do "sistema" e da "ditadura da toga" contra a sua linha editorial conservadora e a liberdade de expressão.
Alvo da CPMI das Fake News
Nas fontes analisadas, o fato de o Jornal da Cidade Online (JCO) ter sido alvo da CPMI das Fake News coloca o portal no centro do ecossistema de investigações e sanções judiciais voltadas a conter a proliferação de desinformação e ataques às instituições no Brasil.
Os principais aspectos sobre a atuação da comissão parlamentar e suas conexões com as instâncias judiciais incluem:
Investigação Estrutural na CPMI das Fake News (2019–2020)
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), conduzida pelo Congresso Nacional, colocou o portal como um de seus alvos prioritários por identificar sua participação no enquadramento e operação de redes de propagação de conteúdos mentirosos e antidemocráticos.
A apuração parlamentar voltou-se especialmente ao mapeamento das redes de financiamento e modelos de negócios do site, analisando como o tráfego e a monetização sustentavam a veiculação massiva de conteúdos desinformativos.
Desdobramentos no Supremo Tribunal Federal (Inquérito 4.828)
As apurações que envolveram o portal convergiram para o âmbito do Judiciário, fundamentando a inclusão do veículo no Inquérito 4.828 do STF.
Esse inquérito examina a suspeita de envolvimento do portal em manifestações antidemocráticas, ataques sistemáticos a magistrados e participação em redes organizadas de desinformação.
Bloqueios Financeiros e Desmonetização pelo TSE
As conclusões dos inquéritos oficiais e os relatórios de checagem subsidiaram medidas cautelares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ordenou a suspensão de repasses financeiros e o bloqueio de receitas geradas por plataformas de tecnologia destinadas ao portal.
Em paralelo, plataformas como o YouTube aplicaram punições e restrições de monetização por descumprimento de diretrizes relativas à integridade do sistema de votação e à saúde pública.
Narrativa de Defesa do Portal
Em reação às deliberações da CPMI e às decisões proferidas pelo STF e TSE, o portal contesta as investigações enquadrando-as na narrativa de "censura", "perseguição política" e combate movido pelo "sistema" contra a sua linha editorial conservadora.
Inquérito 4.828 do STF
Nas fontes analisadas, a citação ao Inquérito 4.828 do Supremo Tribunal Federal (STF) posiciona o Jornal da Cidade Online (JCO) em um patamar de responsabilização que ultrapassa o debate sobre viés editorial, inserindo-o no centro de investigações criminais sobre a segurança das instituições e do regime democrático.
No contexto amplo das investigações e sanções judiciais, os principais aspectos destacados sobre a inclusão do portal no Inquérito 4.828 incluem:
Objeto da Investigação no STF
O inquérito apura o envolvimento e a atuação do portal em manifestações antidemocráticas, ataques sistemáticos e orquestrados contra magistrados da Corte e a integração em redes organizadas de desinformação.
O enquadramento investigativo recai sobre a cobertura ostensivamente hostil a ministros (com destaque frequente para Alexandre de Moraes e Flávio Dino), caracterizando discursos de incitamento ou estímulo a narrativas de ruptura institucional.
Provas e Conexão com Outras Apurações Oficiais
As apurações do Inquérito 4.828 articulam-se diretamente com os achados da CPMI das Fake News no Congresso Nacional e com relatórios de agências independentes de checagem.
Documentos oficiais do Senado e do inquérito do STF incorporaram evidências sobre o uso de perfis apócrifos e repórteres falsos (como "Amanda Acosta" e "Otto Dantas") utilizados pelo portal para desferir ataques a figuras públicas e autoridades sem responsabilização jurídica imediata.
Desdobramentos e Sanções Correlatas
Embora o inquérito seja de natureza penal/investigativa no STF, a identificação do portal como integrante de redes de desinformação serviu de respaldo para medidas cautelares em outras instâncias, como a suspensão de repasses financeiros e a desmonetização ordenada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e por plataformas digitais como o YouTube.
Reação do Portal e Narrativa de Confronto
Em sua defesa pública e editorial, o JCO ataca o Inquérito 4.828 e a atuação do Supremo Tribunal Federal, classificando os procedimentos judiciais como "abuso de poder", "censura", "perseguição política" e *"ditadura da toga"*.
O portal utiliza as próprias investigações de que é alvo para inflamar sua base de leitores, apresentando-se como um veículo "perseguido pelo sistema" por defender pautas conservadoras.
As análises contidas nos documentos convergem para a conclusão de que a inclusão no Inquérito 4.828 formaliza o entendimento das instâncias judiciais de que a produção do portal não é mero exercício de crítica jornalística, mas parte de uma estratégia articulada que afeta a integridade institucional e o processo eleitoral
Suspensão de monetização pelo TSE (desinformação eleitoral)
A suspensão de monetização pelo TSE decorrente da desinformação eleitoral representa uma das sanções mais severas aplicadas ao Jornal da Cidade Online (JCO), atingindo diretamente a sustentabilidade financeira do seu modelo de negócios no âmbito das investigações e sanções judiciais.
Os pontos centrais abordados pelas fontes sobre essa medida incluem:
Determinação e Motivação (2021–2022): Em 2021 e 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a suspensão do repasse de fundos e o bloqueio da monetização de plataformas digitais (com destaque para o YouTube) direcionados ao portal e a canais correlatos. A medida fundamentou-se na veiculação recorrente de conteúdos falsos ou enganosos que atacavam o sistema de votação e levantavam alegações sem provas sobre fraude nas urnas eletrônicas.
Articulação com Plataformas e Outros Inquéritos: A ordem da Justiça Eleitoral somou-se a restrições operacionais aplicadas pelas próprias empresas de tecnologia — a exemplo de penalidades impostas pelo YouTube por violação de diretrizes sobre integridade eleitoral e saúde pública. Essa sanção alinhou-se às apurações da CPMI das Fake News e ao Inquérito 4.828 do STF sobre redes articuladas de financiamento da desinformação.
Escopo e Significado Jurídico: As fontes ressaltam uma distinção importante: a desmonetização constituiu uma medida cautelar e institucional específica voltada a coibir o financiamento de atos e narrativas contra o processo eleitoral. Portanto, a sanção não funcionou como uma atestação global de que 100% das matérias publicadas pelo site sejam falsas, mas sim como uma resposta pontual ao uso da estrutura para propagar informações inverídicas sobre as eleições.
Resposta Editorial do Veículo: O portal contestou a decisão do tribunal, passando a enquadrá-la perante seu público como uma ação de "censura" e "perseguição política", sustentando que a medida buscou inviabilizar o veículo por conta de sua linha editorial conservadora.
Condenações judiciais por ofensas e imprecisões
No contexto das investigações e sanções judiciais, a ocorrência de condenações judiciais por ofensas e imprecisões demonstra que as controvérsias envolvendo o Jornal da Cidade Online (JCO) não se restringem a sanções administrativas de plataformas digitais, alcançando a responsabilização civil no Poder Judiciário.
Os principais aspectos abordados pelas fontes incluem:
Responsabilização Cível por Reportagens Ofensivas
O portal acumula um histórico de processos cíveis motivados por matérias contendo ataques e acusações.
Um caso de repercussão citado nas fontes foi a condenação do veículo ao pagamento de indenização por danos morais ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) devido à publicação de matérias consideradas ofensivas pela Justiça.
Além de indenizações, o site foi alvo de ordens judiciais determinando a retirada de anúncios públicos veiculados em sua página.
O uso de perfis apócrifos e colunistas inexistentes associava-se diretamente a essa dinâmica, buscando veicular ataques a magistrados e políticos sem responsabilização jurídica imediata de autores físicos.
Disputas Mútuas e Decisões Favoráveis ao Portal
O JCO também figura como autor de ações judiciais contra agências de checagem e veículos de imprensa, contestando acusações de desinformação.
Em uma dessas disputas, o portal obteve decisão favorável em primeira instância contra a agência Aos Fatos. A condenação da agência ocorreu em um processo sobre reportagens que atribuíam ao JCO o compartilhamento de receitas de AdSense com o site da viúva do coronel Ustra, acusações que a agência não comprovou em juízo e que não foram confirmadas pelo Google.
Conexão com o Quadro Amplo de Sanções Estatais
As condenações por matérias individuais articulam-se com medidas de maior alcance tomadas por tribunais superiores e órgãos do Congresso:
Justiça Eleitoral (TSE): Determinou a suspensão de repasses financeiros e o bloqueio da monetização de plataformas para o portal devido à veiculação de alegações sem provas sobre as urnas eletrônicas.
Supremo Tribunal Federal (STF): Incluiu o portal no Inquérito 4.828, que apura o envolvimento em atos antidemocráticos e redes organizadas de desinformação.
Congresso Nacional: O site figurou como alvo de apuração na CPMI das Fake News pelo mapeamento de suas redes de financiamento e propagação de conteúdos mentirosos.
Iniciativas Civis e Big Techs: O portal sofreu perda massiva de anunciantes por campanhas como a do Sleeping Giants Brasil e teve restrições impostas pelo YouTube por conteúdos sobre eleições e saúde.
Narrativa do Veículo Frente às Decisões
O portal rebate as condenações e sanções rotulando as medidas judiciais como atos de "censura", "perseguição política" ou ataques promovidos pelo "sistema" contra a sua linha editorial conservadora.
Campanhas de desmonetização (Sleeping Giants)
Nas fontes analisadas, as campanhas de desmonetização promovidas pelo movimento Sleeping Giants Brasil são retratadas como uma frente de pressão da sociedade civil que atuou de forma complementar às investigações formais e sanções judiciais contra o Jornal da Cidade Online (JCO).
Os principais pontos sobre a atuação do Sleeping Giants e sua relação com o quadro amplo de sanções judiciais e institucionais incluem:
1. Asfixia Financeira do Modelo de Negócios Via Mercado Publicitário
Alerta a Anunciantes: O movimento Sleeping Giants Brasil mobilizou campanhas públicas para alertar marcas privadas sobre a veiculação automática de seus anúncios nas páginas do portal.
Debandada de Marcas: Essa pressão resultou na perda massiva de apoio comercial, com centenas de empresas cancelando o direcionamento de verbas publicitárias ao site para desvincular suas marcas de conteúdos associados à desinformação.
2. Sinergia entre Ativismo Civil e Sanções Estatais (TSE, STF e CPMI)
As fontes mostram que a desmonetização promovida pela sociedade civil ocorreu em paralelo e em convergência com as medidas tomadas pelos poderes constituídos:
Decisão do TSE: Enquanto o Sleeping Giants desidratava o financiamento privado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ordenou a suspensão formal dos repasses de verbas de plataformas digitais ao portal devido à veiculação de alegações sem provas sobre fraudes nas urnas e no sistema de votação.
Inquéritos do STF e CPMI: As redes de financiamento e a rentabilidade do site com a disseminação de conteúdos enganosos foram mapeadas nas apurações da CPMI das Fake News e integradas ao Inquérito 4.828 do STF, que investiga estruturas articuladas que visavam lucrar com a propagação de conteúdos antidemocráticos.
3. Restrições Aplicadas por Plataformas Digitais (Big Techs)
Em consonância com a pressão institucional e civil, plataformas como o YouTube aplicaram punições e restrições de monetização ao canal por violações de diretrizes sobre integridade eleitoral e saúde pública durante a pandemia.
4. Reação Editorial do Portal
Em resposta à perda de anunciantes e às ordens da Justiça Eleitoral, o JCO passou a enquadrar as ações de desmonetização como atos de "censura" e *"perseguição política"*.
O portal sustentou perante seu público que as campanhas tinham como objetivo inviabilizar financeiramente um veículo de opinião conservador e independente, contra-atacando também por meio de disputas judiciais contra agências de checagem.
Falta de Transparência e Ética
No contexto amplo de irregularidades e controvérsias do Jornal da Cidade Online (JCO), a falta de transparência e a infração a padrões éticos são apontadas pelas fontes como desvios estruturais que distanciam o portal das práticas do jornalismo profissional e ético.
Os principais pontos ressaltados nas fontes sobre a opacidade e as condutas antiéticas do veículo incluem:
Opacidade na Equipe Editorial e na Estrutura Interna
Embora o portal possua registro formal em nome do advogado e jornalista José Pinheiro Tolentino Filho (único editor e responsável legal claramente identificado com CNPJ), a sua página institucional não detalha a composição real de sua equipe editorial.
Não há transparência sobre quem são os redatores das matérias informativas do dia a dia, tampouco sobre os critérios de contratação ou divisão do trabalho na redação.
Falta de Transparência sobre Fontes de Financiamento
O veículo não apresenta esclarecimentos transparentes sobre suas fontes de financiamento e receitas em sua página institucional.
A opacidade de seu modelo de monetização levou o portal a ser investigado pela CPMI das Fake News no Congresso e a sofrer sanções de desmonetização pelo TSE e plataformas digitais devido ao direcionamento de recursos obtidos via tráfego desinformativo.
Uso Antiético de Perfis Apócrifos e Falsas Identidades
Uma das violações éticas mais graves documentadas pelas fontes foi a criação e utilização de "colunistas" com identidades fictícias e fotos alteradas ou extraídas de bancos de imagem (como "Amanda Acosta" e "Otto Dantas").
O uso dessas personas falsas servia para assinar ataques virulentos contra magistrados e políticos sem que houvesse autores reais para responder juridicamente. Quando a tática foi revelada pela imprensa investigativa, o portal removeu os perfis silenciosamente, sem prestar esclarecimentos ou pedidos de retratação ao seu público.
Inexistência de Política de Correções e Retratações Transparentes
Ao contrário dos veículos de imprensa profissional, o JCO não possui uma política formal e pública de correção de erros ou de concessão de contraditório.
Quando matérias do site são desmentidas por agências de checagem de fatos, o portal não publica correções transparentes aos leitores; em vez disso, costuma reagir atacando os checadores e acusando-os de "censura" e "viés político".
Violação do Compromisso Ético de Distinção entre Fato e Opinião
O portal descumpre o princípio ético basilar de separar o relato imparcial de fatos da opinião editorial.
Aliando a "mímica de layout" (que emula a aparência de um jornal tradicional) à veiculação de manchetes carregadas de adjetivos e enquadramentos opinativos, o veículo induz o leitor a tomar julgamentos partidários e textos sensacionalistas como se fossem notícias apuradas e isentas.
Esses fatores levam as fontes a concluírem que o portal opera sem os mecanismos de checagem, autorregulamentação e integridade necessários para ser considerado uma fonte factual confiável.
Omissão de detalhes da equipe editorial
No contexto da falta de transparência e ética, a omissão de detalhes da equipe editorial do Jornal da Cidade Online (JCO) é apontada pelas fontes como uma das principais fragilidades estruturais do portal, comprometendo a sua credibilidade perante leitores, agências de checagem e órgãos de investigação.
Os principais aspectos abordados pelas fontes sobre esse ponto incluem:
Oposição entre Identificação Formal e Opacidade da Redação: As fontes registram que o portal possui uma empresa formalmente constituída com CNPJ em nome de José Pinheiro Tolentino Filho (advogado e jornalista). No entanto, a página institucional do site não disponibiliza um expediente com o detalhamento da equipe editorial, omitindo quem são os redatores, editores e repórteres reais que produzem e apuram as matérias do dia a dia.
Contradição do "Amplo Corpo Editorial" e Uso de Perfis Apócrifos: Enquanto o veículo afirmava possuir mais de 80 colunistas, investigações da agência Aos Fatos, validadas por documentos do Senado Federal e inquéritos do STF, revelaram que a omissão de dados reais da equipe acobertava o uso de "colunistas" e "repórteres" falsos (como "Amanda Acosta" e "Otto Dantas"). Esses perfis utilizavam fotos de bancos de imagem ou editadas digitalmente para assinar matérias com ataques políticos e posteriormente sumiam do site sem qualquer explicação.
Blindagem e Dificuldade de Responsabilização: A ausência de uma lista transparente com os nomes e dados dos profissionais que escrevem para o portal inviabiliza a cobrança de padrões éticos e dificulta a notificação judicial e a responsabilização cível por eventuais conteúdos ofensivos, caluniosos ou imprecisos.
Ausência de Mecanismos Tradicionais de Imprensa: Diferente dos veículos de imprensa profissional, o JCO não apresenta transparência quanto aos seus processos de checagem, à sua estrutura de financiamento ou a uma política pública e clara de correção de erros e concessão de contraditório.
Impacto na Avaliação de Confiabilidade: O descumprimento dessas normas básicas de transparência e o anonimato/falsificação de identidades na redação são citados por pesquisadores acadêmicos, checadores de fatos e tribunais superiores (como TSE e STF) como razões centrais para classificar o portal como um veículo de baixa neutralidade, que atua como propaganda e mobilização política em vez de jornalismo isento.
Ausência de política de correções sistemáticas
Nas fontes analisadas, a ausência de uma política de correções sistemáticas é apontada como um dos traços estruturais que evidenciam a falta de transparência e ética do Jornal da Cidade Online (JCO), afastando-o dos padrões essenciais do jornalismo profissional e ético.
Os principais aspectos destacados sobre esse ponto nas fontes incluem:
1. Ocultação do Mecanismo na Página Institucional
Embora a página institucional do portal afirme ter compromisso com a "verdade" e a "análise dos fatos", o veículo não detalha nem disponibiliza publicamente uma política de correções, retificações ou concessão de contraditório aos leitores.
Diferente das redações profissionais — que estabelecem protocolos claros para admitir erros, corrigir dados incorretos e publicar retratações de forma visível —, o JCO opera sem regras públicas de prestação de contas.
2. Recusa de Retratação e Ataque a Checadores
Diante dos múltiplos desmentidos realizados por agências de checagem independentes (Aos Fatos, Estadão Verifica, Lupa), o portal não publica correções transparentes ou notas da redação para informar seu público sobre as imprecisões apontadas.
Em vez de adotar um processo de retificação, a conduta padrão do veículo consiste em atacar as agências de verificação, acusando-as de "viés de esquerda", de promoverem "fake news" contra o site ou de atuarem a serviço da "mídia do ódio".
3. Remoção Silenciosa em Vez de Correção Pública
Quando condutas graves e incompatíveis com a veracidade são expostas pela imprensa investigativa, o portal adota a remoção silenciosa do conteúdo em vez de uma retratação transparente aos leitores.
O caso mais emblemático citado nas fontes foi a exposição da rede de "colunistas" e "repórteres" falsos (com nomes fictícios como Amanda Acosta e Otto Dantas). Logo após a publicação da reportagem que revelou o uso de fotos de bancos de imagem e personas inexistentes, os perfis e colunas desapareceram do site sem qualquer explicação, nota editorial ou pedido de desculpas público.
4. Ilusão Estética versus Opacidade Ética
Pesquisas acadêmicas destacam que a ausência de uma política de correções ganha gravidade por atuar em conjunto com a "mímica de layout" do portal.
Como o site simula a identidade visual de um jornal tradicional legítimo para construir um "regime de confiança" no leitor, a inexistência de filtros de correção permite que notícias falsas, distorcidas ou clickbaits circulem com aparência de fato consolidado, sem o risco de o veículo ter que admitir o erro publicamente.
Em síntese, a recusa em manter uma política de correções transparente reforça o diagnóstico das fontes de que o portal atua prioritariamente como um veículo de opinião, engajamento e militância política, e não como um órgão de imprensa factual comprometido com o interesse público e com os critérios objetivos da apuração jornalística.
Falta de pluralidade de fontes e abordagens
Nas fontes analisadas, a falta de pluralidade de fontes e de abordagens é identificada como uma das fragilidades centrais do Jornal da Cidade Online (JCO), inserindo-se diretamente no quadro amplo de Falta de Transparência e Ética do veículo.
Os principais aspectos destacados sobre a ausência de diversidade e imparcialidade no portal incluem:
1. Ausência de Equilíbrio e Viés Unilateral Consistente
Linha Editorial Unilateral: As análises apontam que não existe uma pluralidade equilibrada de visões no portal; a linha editorial é consistentemente alinhada à direita conservadora/bolsonarista, priorizando quase exclusivamente pautas favoráveis a seus aliados e ataques a adversários políticos e ao Judiciário.
Exclusão de Coberturas Neutras ou Divergentes: Notícias de caráter neutro ou matérias que contemplem dados e perspectivas de outros campos políticos são raras ou inexistentes no fluxo principal da página, que opera com um afunilamento temático focado na oposição ao governo federal.
2. Incoerência entre Discurso Institucional e Prática Editorial
Contradição com a Apresentação Oficial: Na página institucional, o portal declara ter "compromisso com a análise dos fatos, material opinativo, pluralidade e compromisso com a verdade". Contudo, relatórios de checagem e análises acadêmicas constatam que esse compromisso com a diversidade de visões não se reflete no dia a dia da redação, evidenciando opacidade e incoerência.
Uso da Mímica de Layout para Ocultar a Parcialidade: O portal utiliza a "mímica tipográfica e de layout" — que emula a estética de jornais de imprensa tradicional — para fazer com que a cobertura unilateral e hiperpartidária seja consumida pelo leitor como se fosse um relato jornalístico isento e plural.
3. Omissão do Contraditório e Negligência com Fontes Primárias
Ausência do "Outro Lado": Ao veicular denúncias, críticas ou notícias alarmistas sobre opositores, o JCO costuma omitir a escuta dos citados e a concessão de espaço ao contraditório, descumprindo a exigência ética de dar voz a diferentes lados de uma controvérsia.
Falta de Verificação em Fontes Primárias: As matérias frequentemente deixam de consultar os documentos originais ou dados brutos das pesquisas e processos judiciais, preferindo aplicar enquadramentos opinativos e emocionais sobre fragmentos descontextualizados.
4. Descaracterização do Jornalismo Profissional
Portal de Opinião e Militância: A convergência entre a recusa em adotar uma postura plural, a falta de transparência sobre quem compõe a equipe editorial e a ausência de uma política pública de correções leva pesquisadores e checadores a enquadrarem o JCO não como um jornalismo factual neutro, mas como um canal de mobilização, militância e propaganda política.
Estrutura empresarial com registros conflitantes
Nas fontes analisadas, as inconsistências referentes à estrutura empresarial e aos registros do Jornal da Cidade Online (JCO) são apontadas como elementos centrais no quadro de falta de transparência e ética do portal.
Essas divergências contrastam a existência de um registro formal de empresa com a opacidade sobre a sua real operação, equipe e localização:
1. Divergências Geográficas e Históricas de Sede
Oscilação de Registros Cadastrais: O portal se apresenta como a continuidade de um semanário fundado em 1978 em Campo Grande (MS), tendo retornado em formato digital em 2007. No entanto, os registros oficiais de sua sede apresentam divergências, apontando em alguns momentos para o Rio Grande do Sul (com menção à cidade de Passo Fundo) e, em outros períodos, para Florianópolis (SC).
Ambiguidade de Identidade Institucional: As fontes destacam a necessidade de distinguir o Jornal da Cidade Online do tradicional Jornal da Cidade de Aracaju (SE) — um veículo de imprensa regional com mais de 40 anos de história que não possui qualquer vínculo com o portal online sediado no Sul do país.
2. Centralização Cadastral versus Opacidade Editorial
Registro em Nome de Pessoa Física/Único Responsável: A empresa possui constituição formal e CNPJ registrado diretamente no nome de seu fundador e responsável legal, o advogado e jornalista José Pinheiro Tolentino Filho.
Contradição entre CNPJ e Transparência da Redação: Embora o registro empresarial e a figura do editor sejam identificados, a página institucional do portal não apresenta o detalhamento de sua equipe editorial, de seus redatores diários, de sua estrutura de custos ou de suas fontes de receita.
3. Escudo Corporativo para Práticas Apócrifas
Dissonância no Corpo Editorial: A opacidade da estrutura corporativa acobertou a criação de personas e "repórteres" falsos (como "Amanda Acosta" e "Otto Dantas").
Enquanto o portal afirmava possuir uma ampla redação composta por mais de 80 colunistas, a apuração revelou uma estrutura centralizada e sem correspondência factual com o corpo profissional anunciado.
4. Impacto na Avaliação Ética e Institucional
Uso da Fachada Corporativa para Mimetismo: As análises acadêmicas e de órgãos de checagem ressaltam que ter um CNPJ e uma página institucional formal serve como parte da estratégia do veículo para construir um "regime de confiança" no leitor, emulando a aparência de um jornal de grande porte.
Falta de Transparência Financeira: A opacidade quanto à origem dos recursos e ao fluxo de monetização levou o portal a ser investigado pela CPMI das Fake News e ao bloqueio de repasses pelo TSE.
Em suma, as fontes indicam que a existência de um CNPJ formal não garante, por si só, a transparência e a integridade de um veículo, sobretudo quando acompanhada por registros conflitantes, omissão de equipes e ausência de prestação de contas editorial.
Rede de Ativismo e Propaganda
Nas fontes analisadas, o enquadramento do Jornal da Cidade Online (JCO) como uma Rede de Ativismo e Propaganda situa o portal no centro do ecossistema de hiperpartidarismo e guerra cultural no Brasil, evidenciando que sua atuação opera muito mais como um instrumento de mobilização política do que como um veículo de imprensa tradicional.
Os principais pilares que sustentam essa caracterização nas fontes incluem:
1. Perfil Panfletário Sob "Mímica" de Jornalismo Profissional
Posicionamento "Panfletário": Pesquisas acadêmicas (como as da PUC-RS e Northwestern University) e relatórios institucionais definem o JCO como um site que *"posa como jornal tradicional enquanto desempenha a função de panfletário bolsonarista"*.
Veículo de Opinião Engajada: O portal não busca a neutralidade ou a apuração isenta, atuando precipuamente como um canal de propaganda ideológica e reforço de narrativa para a direita conservadora.
Ecossistema Hiperpartidário: Estudos posicionam o JCO ao lado de outros portais alinhados ao mesmo campo político (como Terça Livre e Terra Brasil Notícias), formando uma rede coordenada de amplificação de pautas conservadoras.
2. Capilaridade e Distribuição Articulada nas Redes
Liderança no WhatsApp e Telegram: O JCO foi apontado por pesquisas acadêmicas como um dos veículos mais compartilhados em grupos de WhatsApp durante as eleições de 2018. Investigações posteriores da agência Lupa (2023) confirmaram a permanência dessa capilaridade nas eleições de 2022, rastreando dezenas de links distribuídos massivamente em grupos de aplicativos de mensagem.
Multiplicidade de Plataformas: A atuação propagandística estende-se com publicação intensa e articulada no X (Twitter) e no YouTube (através de lives e vídeos alarmistas em caixa alta), garantindo grande alcance orgânico junto à sua base.
3. Estrutura Narrativa Recorrente ("Nós contra o Sistema")
Ataque ao "Inimigo Comum": A linha editorial da rede organiza-se de forma binária e maniqueísta: de um lado, ataques diários e sistemáticos ao governo Lula/PT, ao STF (com foco no ministro Alexandre de Moraes) e ao TSE; de outro, a exaltação contínua da família Bolsonaro (Jair, Flávio, Eduardo e Michelle) e aliados.
Linguagem de Perseguição e Guerra Cultural: O uso ostensivo do termo "sistema", aliado a acusações de "censura" e *"perseguição"*, serve para construir uma identidade na qual o portal se apresenta ao *"leitor conservador"* como uma voz independente perseguida por defender ideias patrióticas.
4. Integração em "Redes Articuladas de Desinformação"
Conexões com Outros Veículos: Reportagens da agência Aos Fatos e análises de checagem apontaram que o site fez parte de uma "rede articulada de desinformação", compartilhando estratégias e links com outros portais do ecossistema de extrema-direita (como o site Verdade Sufocada).
Foco de Investigações Oficiais: Essa articulação em rede levou o portal a ser investigado pela CPMI das Fake News e no Inquérito 4.828 do STF, que examinam a existência de estruturas organizadas voltadas ao financiamento e à disseminação de conteúdos antidemocráticos e desinformativos.
Ataques coordenados a magistrados e instituições
No âmbito da atuação do Jornal da Cidade Online (JCO) como Rede de Ativismo e Propaganda, as fontes apontam que os ataques coordenados a magistrados e instituições constituem uma das principais frentes editoriais do veículo.
Essas investidas não ocorrem de forma isolada, mas integram uma estratégia discursiva articulada para deslegitimar o Judiciário e inflamar sua base leitora:
1. Alvos Principais e Narrativas de Deslegitimação
Personalização dos Ataques: As críticas e acusações concentram-se precipuamente no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com foco frequente em ministros específicos — destacadamente Alexandre de Moraes, além de Flávio Dino e Dias Toffoli.
Linguagem Inflamatória e Pejorativa: O portal utiliza sistematicamente um vocabulário de confronto, recorrendo a termos como "abuso de poder", "ditadura da toga", "face autoritária" e apelidos pejorativos para descrever os magistrados e enquadrar decisões judiciais como "derrotas" ou atos ilícitos.
Enquadramento do "Sistema" e "Censura": A atuação institucional do STF e do TSE é apresentada ao público sob a narrativa de que o país vive sob "perseguição política" e *"censura"*. Nela, o tribunal é construído como um inimigo do "leitor conservador", enquanto aliados investigados são retratados como vítimas de lawfare.
2. Uso de Perfis Apócrifos para Ataques Institucionais
Blindagem Jurídica via Identidades Falsas: Para veicular acusações e ataques diretos a magistrados sem expor autores físicos a intimações ou processos de calúnia, o portal empregou colunistas e repórteres com identidades fictícias e fotos alteradas ou de bancos de imagem (como "Amanda Acosta" e "Otto Dantas").
Desaparecimento dos Perfis: Após investigações jornalísticas da agência Aos Fatos exporem que esses colaboradores não existiam, as colunas e os perfis apócrifos foram apagados silenciosamente do site.
3. Integração na Rede de Propaganda Hiperpartidária
Lógica Maniqueísta: Os ataques às instâncias judiciais operam em simetria com a linha de propaganda do site: enquanto o STF, o TSE e o governo de esquerda são retratados como ameaças, lideranças da direita (como a família Bolsonaro) são sistematicamente exaltadas e defendidas.
Mimetismo de Layout para Dar Falso Rigor: O portal utiliza a "mímica de layout" — simulando a aparência de um jornal de grande porte — para que a deslegitimação das instituições e as teorias conspiratórias sejam consumidas como se fossem reportagens isentas e apuradas com rigor.
4. Reação do Judiciário e Inquéritos
Inclusão no Inquérito 4.828 do STF: A reincidência nos ataques orquestrados e na disseminação de narrativas antidemocráticas fez com que o JCO se tornasse alvo formal do Inquérito 4.828 no Supremo, que investiga atos antidemocráticos e redes organizadas de desinformação.
Bloqueios e Desmonetização: Como resposta aos questionamentos sem provas contra a integridade das urnas e do sistema eleitoral, o TSE ordenou a suspensão de repasses financeiros e a desmonetização do portal.
Vínculo com redes articuladas de desinformação
Nas fontes analisadas, o vínculo do Jornal da Cidade Online (JCO) com redes articuladas de desinformação é descrito como o elemento estrutural que conecta o portal a um ecossistema mais amplo de ativismo e propaganda hiperpartidária.
Em vez de operar de forma isolada, o JCO atua em sinergia com outros portais, redes de mensageria privada e plataformas digitais para maximizar a propagação e o financiamento de narrativas desinformativas:
1. Mapeamento de Redes Integradas e Conexões Comerciais
Compartilhamento de Estratégias e Monetização: Reportagens da agência Aos Fatos apontaram que o JCO integrou uma "rede articulada de desinformação", compartilhando estratégias de monetização e articulação de conteúdos com outros portais do ecossistema ideológico (como o site Verdade Sufocada).
Ecossistema Hiperpartidário: Pesquisas acadêmicas (USP, PUC-RS e Northwestern University) situam o JCO ao lado de portais como Terça Livre e Terra Brasil Notícias, apontando que esses veículos atuam de forma coordenada na construção de pautas de extrema-direita e no ataque a opositores comuns e ao Judiciário.
2. Distribuição Coordenada em Aplicativos de Mensagem (WhatsApp e Telegram)
Eleições de 2018: Estudos da Northwestern University citados pela PUC-RS classificaram o JCO como um dos portais mais compartilhados em grupos de WhatsApp durante a campanha presidencial de 2018.
Eleições de 2022: Investigação da agência Lupa em parceria com a plataforma Palver mapeou 103 links do JCO distribuídos massivamente em grupos de WhatsApp monitorados, veiculando acusações de parcialidade ao TSE e descontextualizando falas de generais para sugerir apoio militar a intervenções.
Impacto em Amostras de Desinformação: Pesquisas sobre circulação de dados políticos identificaram o portal presente em 11,8% dos links desinformativos analisados em amostras de redes sociais.
3. Foco das Investigações do Congresso e do STF
CPMI das Fake News: A atuação articulada em rede motivou a inclusão do portal como alvo prioritário na CPMI das Fake News no Congresso Nacional, que examinou as estruturas de financiamento e distribuição de conteúdos mentirosos.
Inquérito 4.828 do STF: A integração do site a circuitos organizados de ataques às instituições e à democracia respaldou sua investigação formal no Supremo Tribunal Federal.
4. Táticas Compartilhadas pela Rede de Propaganda
A inserção nessa rede apoia-se num conjunto recorrente de práticas editoriais fraudulentas: o uso de "mímica de layout" (para forjar credibilidade de imprensa tradicional), a criação de perfis apócrifos (com fotos de bancos de imagem para blindar autores de ataques) e manchetes em caixa alta com clickbaits sensacionalistas projetados para engajamento e compartilhamento imediato.
Compartilhamento de AdSense com sites controversos
Nas fontes analisadas, o tema do compartilhamento de AdSense com sites controversos surge em uma reportagem investigativa que buscou conectar o Jornal da Cidade Online (JCO) a uma Rede de Ativismo e Propaganda, tornando-se também um marco em disputas judiciais sobre a comprovação de fluxos financeiros entre portais hiperpartidários.
Os principais aspectos abordados pelas fontes incluem:
1. A Acusação Inicial da Agência Aos Fatos (2020)
Em reportagem publicada em 2020, a agência de checagem Aos Fatos classificou o JCO como parte de uma "rede articulada de desinformação".
A investigação afirmava que o portal compartilhava estratégias de monetização e recursos do Google AdSense com outros sites do ecossistema ideológico de extrema-direita, citando especificamente o site Verdade Sufocada (mantido por Maria Josecita Brilhante Ustra, viúva do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra).
No contexto do ativismo e da propaganda, a tese apresentada era de que veículos de grande audiência serviam como motores econômicos para alavancar e financiar páginas ainda mais radicais ou de memória da ditadura militar.
2. A Disputa Judicial e a Condenação da Agência de Checagem
O JCO contestou a reportagem na Justiça, movendo uma ação contra a agência de checagem.
O Poder Judiciário decidiu favoravelmente ao JCO, condenando a agência Aos Fatos em primeira instância (decisão mantida em recurso).
O fundamento da condenação foi a constatação de que a agência não comprovou materialmente em juízo o repasse ou compartilhamento das receitas do AdSense do JCO para o site Verdade Sufocada.
Além disso, a própria empresa Google não confirmou o alegado compartilhamento de contas ou de monetização entre os veículos.
3. Significado no Dossiê do Veículo
Contra-Ataque e Narrativa do Portal: O JCO utiliza essa decisão judicial favorável para reforçar perante seu público a narrativa de que é vítima de "fake news", calúnias e perseguição promovidas por agências de checagem e pela mídia tradicional.
Rigor Probatório sobre Redes de Financiamento: O episódio evidencia que, embora o portal acumule histórico documentado de conteúdos desmentidos, uso de perfis apócrifos e sanções pelo TSE, acusações específicas sobre a engenharia financeira de redes desinformativas exigem comprovação técnica rigorosa para sustentação em âmbito jurídico.
Atuação como panfletário político hiperpartidário
Nas fontes analisadas, a atuação como panfletário político hiperpartidário é apontada por pesquisas acadêmicas e análises institucionais como a verdadeira função operacional do Jornal da Cidade Online (JCO), situando o portal no coração da Rede de Ativismo e Propaganda.
A caracterização do veículo como panfletário em um ecossistema propagandístico ampara-se nos seguintes aspectos centrais:
1. Definição Acadêmica do Perfil Panfletário
"Mímica" de Imprensa vs. Função Panfletária: Pesquisas acadêmicas (como as da PUC-RS e da Northwestern University) e análises de mídia caracterizam o JCO como um site que *"posa como um jornal tradicional enquanto desempenha a função de panfletário bolsonarista"*.
Rejeição do Padrão Factual Neutro: O portal não atua sob os critérios do jornalismo profissional de isenção, pluralidade e apuração equilibrada, funcionando predominantemente como um veículo de opinião engajada e mobilização ideológica alinhada à direita conservadora/bolsonarista.
2. Estrutura Narrativa Binária e Hiperpartidária
Exaltação de Aliados e Ataques a Opositores: O fluxo de matérias organiza-se de maneira estritamente partidária e maniqueísta: de um lado, a promoção e defesa constante de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e lideranças conservadoras; de outro, ataques diários e ostensivos ao governo Lula/PT, ao STF (com foco em Alexandre de Moraes e Flávio Dino) e ao TSE.
Apelo Direto ao "Leitor Conservador": O próprio portal assume abertamente sua "visão conservadora" e direciona sua linha editorial ao "leitor conservador", enquadrando disputas políticas como uma guerra contra o "sistema" e a "censura".
3. Integração na Rede Ampla de Propaganda e Ativismo
Atuação em Ecossistema Conectado: O JCO opera ao lado de outros portais de linha ideológica semelhante (como Terça Livre e Terra Brasil Notícias), formando uma rede articulada de sustentação de pautas de extrema-direita.
Vetor de Viralização em Redes de Mensageria: O portal atua como um dos principais motores de disseminação em massa no WhatsApp e Telegram, tendo sido apontado em 2018 como o veículo de direita mais compartilhado em grupos de WhatsApp e mantendo presença massiva em eleições posteriores (como os 103 links monitorados pela agência Lupa e Palver em 2022).
4. Mimetismo de Layout para Legitimar o Panfletarismo
"Mímica Tipográfica e de Layout": Para revestir sua atuação panfletária com aparente autoridade jornalística, o portal adota a identidade visual e o arranjo estético de jornais de imprensa consagrados.
Construção de "Regime de Confiança": Esse verniz profissional permite que manchetes sensacionalistas em caixa alta (clickbaits), ilações opinativas e conteúdos desinformativos sejam consumidos pelo público leitor sob a ilusão de estarem diante de uma reportagem isenta e rigorosamente apurada.
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